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Apesar da previsão de crescimento contínuo, ainda há desafios para o ecommerce

 

Após uma preocupante desaceleração em 2022, com o fim da pandemia e o aspeto de total normalidade do comércio físico, e um início de recuperação no ano passado, o comércio eletrónico continua a crescer. Apesar da boa notícia, isto também significa mais desafios para o ecommerce.

Segundo o European E-commerce Report 2023, estudo divulgado pelo E-commerce Europe, o mercado de comércio eletrónico da Europa deverá crescer 11% este ano, atingindo um valor de 943 mil milhões de euros. No entanto, existem também alguns obstáculos que podem afetar esses resultados.

 

Desafios, muitos. Porém, com boas notícias

A desaceleração económica global, a registada inflação crescente, o aumento dos custos de envio e a crescente concorrência, fruto do sucesso das vendas online, são algumas das possíveis barreiras que os e-sellers poderão enfrentar em 2024. Mas, calma! Nada disso é motivo para pânico.

As facilidades cada vez mais crescentes nas compras online, as novas tecnologias que proporcionam experiências melhores para o consumidor, inclusive no atendimento ao cliente, e o aumento da oferta de fornecedores e produtos, são o lado bom que garante que o ecommerce tem só a crescer.

 

Boas notícias também em Portugal

Um dos países mais impactados, positivamente, pelo ecommerce, Portugal viu crescer rapidamente a participação de consumidores online entre os utilizadores de internet. Ainda bem atrás dentre os países europeus (cerca de 56% dos portugueses com acesso à rede compram online, enquanto em países como a Dinamarca esse índice chega a quase 100%), Portugal foi um dos que mais cresceu nos últimos 4 anos.

Em consequência, o país teve no comércio eletrónico um dos principais impulsionadores da sua economia. De acordo com o estudo E-Commerce & Last Mile 2023, realizado em parceria pela Deloitte e pela APLOG (Associação Portuguesa de Logística), estima-se que o mercado de ecommerce português atingiu um valor de 7,13 mil milhões de euros no ano passado, e que chegue aos 9,3 mil milhões de euros até 2025.

No entanto, a mesma investigação mostra que, apesar de a maioria das empresas no país (62%) ter presença online, seja através do website ou das redes sociais, apenas uma minoria (16%) dispõe de um canal de vendas online. Deste modo, vê-se que, embora o ecommerce tenha um futuro promissor em Portugal, o país possui desafios além dos enfrentados em outros países.

 

Os pequenos ainda distantes da tecnologia

Ainda sem uma estratégia de e-commerce consolidada, particularmente para as pequenas e médias empresas, falta aos retalhistas portugueses desenvolver a sua infraestrutura tecnológica, com aspetos ligados a estratégias de marketing digital, logística, experiência do cliente, pagamentos, devoluções, entre outros.

Outro desafio está relacionado com a cibersegurança e proteção de dados. Atualmente, essas são preocupações fundamentais, exigindo proteção das informações pessoais dos consumidores contra ameaças cibernéticas. Com a competição global, aprimorar a infraestrutura tecnológica e logística significa manter a competitividade num mercado cada vez mais saturado.

Em resumo, o ecommerce continua a transformar o panorama económico global, abrindo novas possibilidades de crescimento e inovação. Para Portugal, o comércio impulsiona a economia e promove a presença internacional das empresas nacionais. No entanto, é imperativo abordar os desafios subjacentes e criar um ambiente regulatório propício para um desenvolvimento sustentável.

 

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